terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Do tempo do cavaquinho


Desde a época do cavaquinho o samba já salvava. Eu não tinha consciência disso, mas já era encaminhada para a boa música e era feliz de ouvi-la desde cedo.

Em meados da década de 80, reuníamos em casa quase todos os finais de semana a família e alguns amigos para lá de sambistas. Entre eles, Armandinho e Edilson (in memorian). O primeiro dava show com qualquer instrumento de corda que lhe caísse nas mãos e o segundo entoava canções de samba que ficaram na minha memória. Quando começavam com Demônios da Garoa, por exemplo, não havia quem ficasse sentado.

Na época, eu não entendia direito o poder do bom samba. Assim mesmo, fui fisgada pelo cavaquinho. "Afinal, um instrumento pequeno deveria ser para crianças", pensava a minha cabeça ingênua. Tentei aprender a tocar o tal "violão infantil", flauta, piano, órgão, teclado. Como valeu o incentivo dos meus pais, mas como não levo jeito para tocar instrumentos, infelizmente.

Em todo caso, continuo sendo salva e ganhando o dia quando um bom samba toca nas rádios, mesmo nas francesas.

Foto: peço licença ao meu querido Pedro por expô-lo aí em cima, mas é desde cedo que se começa. Uma doçura de foto é de se compartilhar. Como o bom samba que me ensinaram.

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Para completar a terça-feira de um carnaval sem samba, ganhei um presente digno: um cd e dvd da Mat'nália. E só o samba salva, já diria meu bom amigo Bona.

Um comentário:

Helder Pimenta disse...

Mas esse cavaquinho mais parece uma guitarra, tão grande que é,o pedro quase não vê atráz do cavaquinho, ainda bem que está feliz, tu foste mázinha para ele,podias ter arranjado um cavaquinho mais pequeno.
beijos do helder e amélia.